sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Cortejo "Carnaval Trapalhão"

Foi ontem, 16 de Fevereiro, o desfile de Carnaval "Carnaval Trapalhão" que contou com a participação dos alunos do Agrupamento de Escolas Infante D. Pedro, Comunidade de Aprendizagem das Cerejeiras, utentes da CERCI, Associação Quinta das Pontes e Universidade Sénior + CLDS 4G, o corso juntou mais de 350 pessoas.






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Conto Contigo!

 CONTO CONTIGO - Encontro de literacia familiar partilhada com pais e filhos - decorreu no sábado, na Biblioteca Municipal. Partilhamos um pouco do que foi esta fantástica atividade.

#bibliotecamunicipaldepenela #contocontigo #horadocontopaisefilhos
















 

 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

CONTO CONTIGO - Um Encontro de Literacia Familiar - 4 de fevereiro 2023 - 16h30

No próximo dia 4 de fevereiro, sábado, pelas 16h30, a Biblioteca Municipal António Arnaut vai realizar um encontro de literacia familiar - "CONTO CONTIGO" - partilhada com pais e filhos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

EUGÉNIO DE ANDRADE (1923-2005) - Centenário de nascimento

 

Este ano, 2023, celebra-se o centenário de nascimento do poeta Eugénio de Andrade.

"As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?"
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética. Revelou-se em 1948, com As Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro. Os seus livros foram traduzidos em muitos países e ao longo da sua vida foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles o Prémio Camões, em 2001.
Faleceu a 13 de junho de 2005, no Porto

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Afetos - livros para a vida!

Assim, a VIDA – num desenrolar de generosidade e de partilha de afetos, comunicada com gestos e exemplos, só porque é urgente continuar a “Plantar um beijinho” para que algo extraordinário aconteça!

[refª ao livro “Plantar Um Beijinho" de Amy Krouse Rosenthal; Ilustração: Peter H. Reynolds]

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Projeto SOPHIA – Itinerâncias pelas Escolas

No corrente mês de janeiro, a SOPHIA saiu para contar histórias e, desta vez, as leituras inspiravam à procura da magia que existe em cada um, e, assim, todos podemos superar os nossos sonhos.

“És o único “tu” que existe, existiu ou existirá.
Tens tanto para dar”

In: Tudo é Possível de Kobi Yamada; Ilustração: Gabriella Barouch 








quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Bom dia INVERNO!


E, hoje, é o primeiro dia de inverno!


QUANDO ESTÁ FRIO NO TEMPO DO FRIO
Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar —
No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.
Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.

                    Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" (Heterónimo de Fernando Pessoa)
                    Ilustração digital: Pascal Campion